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Nova vacina pode oferecer cura para intolerância ao glúten

Fonte: Portal iSaúde

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Foto: Vkovalcik/Stock Photo

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Cientistas de uma empresa dos EUA criaram uma vacina capaz de permitir que pacientes com doença celíaca comam alimentos com glúten sem sofrer efeitos colaterais.

A vacina, que recebeu o nome de NexVax2, reprograma o sistema imune do corpo de modo que ele não ataque o intestino em resposta ao glúten na dieta. As informações são do jornal Daily Mail.

Pessoas que sofrem com doença celíaca, ou intolerância ao glúten, não podem comer nada que contenha a proteína, encontrada no trigo, cevada e centeio.

Não existe tratamento para a doença e os sofredores estão em maior risco de infertilidade, osteoporose e câncer de intestino, se não mantiverem uma dieta livre de glúten.

A doença celíaca ocorre porque as proteínas nocivas do glúten danificam as pequenas projeções, chamadas vilosidades, que alinham o intestino delgado e ajudam a estimular a digestão. Quando danificadas e inflamadas, as vilosidades são incapazes de absorver os alimentos corretamente, o que muitas vezes provoca diarreia e desnutrição.

Carente de vitaminas e minerais da dieta, os ossos começam a enfraquecer, aumentando o risco de osteoporose. Estudos mostram que o risco de câncer de intestino também é maior, possivelmente porque o corpo não consegue absorver a fibra dietética que pode ajudar a proteger contra a condição.

A vacina experimental, que está prestes a entrar em testes em humanos depois de ter sido avaliada com sucesso em laboratório, poderia ser um grande avanço.

NexVax2 funciona reprogramando o sistema imune do corpo de modo que ele não ataca o intestino em resposta ao glúten na dieta.

Depois de identificarem 3 mil fragmentos proteicos do glúten que causam danos ao organismo, os cientistas reduziram esse número a três, que pareceram explicar quase todos os casos da doença celíaca.

A vacina contém esses pequenos fragmentos de proteínas que são responsáveis pelo desencadeamento exagerado do sistema imune durante o processo digestivo.

Como eles são muito pequenos, o sistema imunológico não lança um ataque e, gradualmente, aprende a aceitar as proteínas como inofensivas.

Durante uma série de vacinas subsequentes, a quantidade de proteínas introduzidas no corpo é aumentada gradualmente.

Isto permite que o sistema imunológico habitue-se lentamente a níveis mais elevados de glúten de modo que, quando ele é reintroduzido na dieta, não desencadeia um ataque potencialmente devastador.

A empresa por trás da vacina, chamada Immusant Inc, espera que ela permita que as pessoas com a doença sejam capazes de comer pão como parte da dieta.

 

publicado em 15/10/2012 às 09h03

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