Dicas Sobre Saúde

Tire dúvidas sobre o Alzheimer e saiba identificar os sinais da doença

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Foto: Getty Images

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A doença de Alzheimer é uma das formas mais comuns de demência. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo, estima-se que, em todo o mundo, mais de 35 milhões de pessoas sejam afetadas por ela e, no Brasil, mais de um milhão. Apesar de tão comentada, você sabe quais exatamente são seus sintomas, tratamentos, maneiras de evitar?

Confira abaixo essas e outras curiosidades, listadas pelo neurologista Álvaro Pentagna e pela geriatra Lilian Morillo, ambos do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo, para saber se alguém da sua família deve passar por um consulta médica que diagnostique ou não o problema, caso tenha algum sintoma.

1) É uma patologia degenerativa que compromete o sistema nervoso central, alterando áreas cerebrais. Alguns neurônios morrem devido ao excesso de glutamato, que é uma substância que faz com que o cálcio entre descontroladamente no interior do neurônio.

2) Uma das áreas cerebrais que a doença altera é o hipocampo, que responde pela memória. Também atinge outras regiões e compromete funções como a fala, a capacidade de atenção e a coordenação motora.

3) É uma doença característica dos idosos e há casos de pessoas entre 50 e 60 anos que já apresentam indícios.

4) Várias patologias podem ser confundidas inicialmente com Alzheimer. Uma delas é a demência vascular, que costuma ter um início abrupto e um curso integral, ou seja, o paciente tem quadros alternados de piora e estabilização. No caso do Alzheimer, os problemas são mais lentos, pioram com o tempo.

5) Entre os sintomas estão dificuldade de se lembrar, nomear objetos, dizer nomes de pessoas próximas, desenvolver uma conversa, além de desorganização geral para realização de tarefas, como, por exemplo, não conseguir fazer café porque não se lembra da ordem dos ingredientes. A lista também conta com alterações de comportamento, como apatia e desinteresse.

6) Esquecimento leve, que não prejudica a rotina, não é sinônimo de Alzheimer. Deve-se ficar atento a alterações maiores, que atrapalham o dia a dia. Mas vale dizer que podem ser indício até de depressão.

7) O diagnóstico é baseado na história clínica e nos exames físicos e neurológicos. Assim, outras doenças vão sendo descartadas, como derrames.

8) O tratamento tem base na redução do progresso da patologia, já que não tem cura. Apostam-se em remédios que atuam sobre a acetilcolina (envolvida nos processos da memória). Exercícios de lógica, por exemplo, também estimulam a área cerebral afetada.

9) Os familiares não devem negar a situação e cobrar o paciente, perguntando "como você não lembra?". Também não podem superproteger e impedir que faça qualquer tipo de atividade. A melhor medida é estimular, incluir nas festas, designar tarefas que possam cumprir, incentivar atividade física regular.

10) Estilo de vida saudável pode ajudar a diminuir a chance de desenvolver a enfermidade, mas não há números concretos sobre a prevenção.

 

 

Fonte: Portal TERRA

 

publicado em 07/05/2012 às 08h30

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