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Má alimentação causa danos ao rim diabético

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Foto: Getty Images

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A chegada de um paciente ao hospital com os rins doentes, em metade dos casos, revela um diabetes até então desconhecido, mas em estágio avançado e em situação de descontrole.

Para piorar o cenário, o nefrologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Arthur Beltrame Ribeiro, agrega mais estatísticas a esse quadro:

“Três em dez diabéticos acabam na máquina da hemodiálise (aparelho que substitui a função renal) e com a necessidade de fazer um transplante de rim."

O comprometimento dos rins do diabético se dá por causa da própria dinâmica da doença, em especial a do diabetes tipo 2, desencadeado principalmente por obesidade, pressão arterial alta e sedentarismo.

“O rim é um dos órgãos mais vascularizados do corpo, responsável por limpar o organismo das substâncias que não fazem bem”, afirma o médico. “Como as placas de gordura comprometem os vasos, e elas são bem comuns em pacientes com diabéticos, o rim é atingido em cheio", informa Marco Tombascia, professor de endocrinologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Além do curso natural da doença, a maioria dos medicamentos existente no mercado exige do rim um maior funcionamento para eliminar as toxinas do corpo.

“Por conta disso, um ponto que merece atenção é a alimentação”, acrescenta a endocrinologista do Hospital São Paulo, Maria Teresa Zanella. “O diabético, devido às restrições alimentares, precisa controlar os carboidratos (açúcar e farinha, por exemplo) e acaba consumindo mais proteínas (carnes e laticínios). O problema é que para metabolizar as proteínas, também há uma maior exigência do rim. Tudo isso precisa ser pensado na hora do tratamento e na indicação da dieta”, reforça a endocrinologista.

Soluções

Tratar e ainda proteger o rim do diabético exige uma ação em conjunto de várias áreas médicas, avalia Beltrame Ribeiro. “Mesmo porque, o diabetes tipo 2 vem acompanhado de um coquetel de fatores de risco. Em nosso ambulatório, simultaneamente o diabetes, a obesidade e a hipertensão. Isso acarreta uma mudança nutricional do paciente, com cautela especial aos rins”, informa o nefrologista.

Paralelamente, a indústria farmacêutica também pesquisa opções medicamentosas que exijam menos da função renal. Uma delas, por exemplo, que acaba de chegar no mercado brasileiro é excretada pela bile (pelas fezes) e não pelos rins. O novo remédio já está no mercado e precisa de receita especializada para ser consumido.

 

 

Fonte: iG

 

publicado em 27/10/2011 às 12h03

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